C.A. do Curso de Naturologia convida para Sessão de Cinema

Sexta-feira, dia 1º de abril, é dia de cinema na Unisul. O C.A. do Curso de Naturologia convida para a inauguração do Cineminha do Centro Acadêmico.

O filme exibido será Estamira, de Marcos Prado (Brasil, 2004), vencedor de 23 prêmios Nacionais e Internacionais.

Confira abaixo a sinopse:

“Estamira conta a história de uma mulher de 63 anos que sofre de distúrbios mentais e vive e trabalha há mais de 20 anos no Aterro Sanitário de Jardim Gramacho, um local renegado pela sociedade, que recebe diariamente mais de oito mil toneldas de lixo produzido no Rio de Janeiro. Com um discurso eloqüente, filosófico e poético, a personagemcentral do documentário levanta de forma íntima questões de interesse global, como o destino do lixo produzido pelos habitante de uma metrópole e os subterfúgios que a mente humana encontra para superar uma realidade ensuportável de ser vivida. ” (Fonte: http://www.estamira.com.br)

A sessão acontecerá dia 1ºde abril (sexta-feira)

às 11:30h na Unisul (bloco F – sala a definir)

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Concurso Público abre vaga para Naturólogo

A Prefeitura Municipal de Ermo – SC <www.ermo.sc.gov.br> abriu inscrições para Concurso Público e  entre as 29 vagas abertas havia uma vaga para Naturólogo! As inscrições e a seleção ocorreram no mês de fevereiro e março.

São poucos os concursos públicos que oferecem vaga para Naturólogos. Oportunidades como esta demostram que o Naturólogo está conquistando o seu lugar!

Fonte: http://www.pciconcursos.com.br/noticias/prefeitura-de-ermo-sc-oferece-29-vagas-para-nivel-superior-e-alfabetizado

Confira a entrevista realizada ao Coordenador Fernando Hellmann

Confira abaixo a entrevista realizada pelo Prof. Eloy Simões (publicitário e jornalista) ao Coordenador do Curso de Naturologia Aplicada da Unisul Fernando Hellmann. A reportagem foi publicada ontem (28 março) no jornal Unisul Hoje:

Medicalização da Vida: uma grave denúncia

Medicalização da Vida – Ética, Saúde Pública e Indústria Farmacêutica, lançado pela Editora Unisul, não é apenas um livro. É uma denúncia que merece profunda reflexão. O primeiro indício disso a gente encontra logo na primeira página. Diz:“A proliferação de novas doenças vinculadas a condutas cotidianas, assim como a participação da indústria farmacêutica na produção de novos fármacos para doenças antes impensadas, apresentam problemas éticos e políticos extremamente relevantes para a saúde coletiva.”
Fui conversar a respeito com o professor Fernando Hellmann, naturólogo, mestre em Saúde Pública pela UFSC e coordenador do curso de Naturologia Aplicada da Unisul, um dos organizadores do livro.

Junto com ele, trabalhou uma turma da pesada: A professora Sandra Caponi (filósofa, doutora em Filosofia e professora adjunta do Departamento de Saúde Pública da UFSC); a professora Marta Verdi (enfermeira, doutora em Enfermagem e professora adjunta do Departamento de Saúde Pública da UFSC); e a professora Fabíola Stolf Brzozowski (farmacêutica, mestre em Saúde Pública e doutoranda em Saúde Coletiva pela UFSC).

A publicação da obra foi realizada pelo curso de Graduação em Naturologia Aplicada da Unisul. Tal curso, que estuda e aplica as práticas naturais no cuidado à saúde, busca compreender o ser humano enquanto sujeito produtor de conhecimento e de subjetividade, além de procurar zelar pela defesa da vida, da liberdade e da diversidade humana, justificando-se, assim, a iniciativa.

Comecei logo perguntando sobre o que é medicalização. Ele explicou: “O fenômeno da medicalização consiste no modo pelo qual a vida cotidiana das pessoas passa a ser apropriada pela área da saúde, em especial pela medicina. Nesse processo, constroem-se novos conceitos e regras prescritivas a fim de ajustar possíveis desvios e corrigir determinadas anomalias, tudo em nome da normalidade baseada em parâmetros construídos estatisticamente pela média da população e por valores compartilhados nas sociedades como sendo ideais.”

Quis saber qual a origem do livro. Ele explicou: “O livro é consequência do que foi discutido no Simpósio “A Vida Medicada: ética, saúde pública e indústria farmacêutica” ocorrido em agosto de 2009 e no II Congresso Catarinense de Saúde Coletiva, ocorrido em novembro de 2008, ambos em Florianópolis. Ele apresenta o diálogo interdisciplinar entre pesquisadores do Brasil, Colômbia e Espanha, que trazem, a partir de diferentes áreas do conhecimento, reflexões críticas sobre as novas estratégias de medicalização da vida e do sofrimento humano.”

“Ele mostra o que está por trás da indústria farmacêutica, que cria produtos desnecessários.”

O professor Fernando Hellmann mostra-me trecho do artigo assinado pelos pesquisadores Volnei Garrafa (da Cátedra Unesco e do Programa de Pós-Graduação – Mestrado e Doutorado – em Bioética da Faculdade de Ciências de Saúde da UNB) e Cláudio Lorenzo (do Departamento de Medicina Preventiva e Social, da Faculdade de Medicina da Universidade Federal da Bahia e do Programa de Pós-Graduação em Bioética da UNB), onde se lê:

“O poder do mercado farmacêutico é uma realidade indiscutível. A indústria farmacêutica tem oscilado entre o primeiro e o quarto lugar entre as principais atividades lucrativas no mundo, segundo revistas especializadas, competindo, na maioria das vezes, apenas com os grandes bancos internacionais (St-Onge, 2008). Em 2005, o mercado farmacêutico movimentou cerca 590 bilhões de dólares, e apenas oito empresas do ramo foram responsáveis por 40% de todo o faturamento mundial no mesmo ano (Mello et al., 2007). Segundo Moynihan (2003), há cerca de 80 mil representantes das indústrias farmacêuticas nos Estados Unidos, o que proporciona uma relação de um representante para cada sete a oito médicos.

Proporção similar foi encontrada na Alemanha, Grã-Bretanha e França (Willerroider, 2004), o que demonstra o grau de investimentos que as empresas fazem em publicidade e promoção de vendas. Todos esses dados permitem compreender a gravidade dos conflitos de interesse envolvendo a indústria farmacêutica, pesquisadores e médicos, uma vez que as indústrias são as patrocinadoras dos estudos, os pesquisadores seus executores e os médicos os prescritores dos resultados positivos obtidos das pesquisas.”

“Por outro lado, é necessário registrar que é proporcionalmente pequeno o número de investigações conduzidas por laboratórios multinacionais com o objetivo de produzir medicamentos que atendam às necessidades epidemiológicas dos países mais pobres, pois os ganhos financeiros não compensam (Angell, 2007), gerando assim as chamadas “doenças negligenciadas”. Chirac e Torreele (2006) demonstraram que, entre 1975 e 2004, das 1.556 novas drogas desenvolvidas no mundo, apenas dez se dirigiam às doenças tropicais que incidiam exclusivamente nos países em desenvolvimento.”

O professor Fernando Hellmann chama a atenção para o fato de “a proliferação de novas doenças vinculadas a condutas cotidianas, assim como a participação da indústria farmacêutica na produção de novos fármacos para doenças antes impensadas, apresentarem problemas éticos e políticos extremamente relevantes para a saúde coletiva, e recorre novamente ao livro, desta vez a um trecho do artigo assinado Kenneth Rochel dee Camargo Jr., professor adjunto do Instituto de Medicina Social da universidade Estadual do Rio de Janeiro, editor da Physis – revista de saúde coletiva e editor internacional associado da American Journal of Public Health, que afirma:

… “a maioria desses medicamentos são os chamados fármacos “eu também” (“me too” drugs no original), ou seja, substâncias que não representam grandes inovações farmacêuticas, mas pequenas modificações de produtos já existentes de forma a aproveitar o sucesso de vendas de uma substância química popular ou obter proteção de patente estendida (Goozner, 2004; Angell, 2005). Um estudo de 2002 conduzido pelo National Institute for Health Care Management afirmou que “medicamentos altamente inovadores – remédios que contêm novos ingredientes ativos e também produzem uma melhora clínica significativa – são raros. Durante o período em exame de 12 anos, apenas 153 de um total de 1.035 novos medicamentos aprovados (ou 15%) eram altamente inovadores, NMEs (New Molecular Entity, ou Entidade Molecular Nova) classificados como prioritários. (…) Em contraste, medicamentos que apresentam inovação modesta são comuns. Entre 1989 e 2000, 472 novos medicamentos, ou 46% do total aprovado, eram IMDs (Incrementally Modified Drug, ou Fármaco Incrementalmente Modificado) padrão” (NIHCM, 2002, p.3).

“Quando olhamos, por outro lado, para o conteúdo do que é publicado, alguns sinais desanimadores também aparecem. O já citado Richard Smith denunciou em um editorial do PloS/Medicine (incidentalmente, uma revista de acesso aberto) a publicação de ensaios clínicos como nada além de uma ferramenta de marketing para a indústria farmacêutica (Smith, 2005). Não muito depois disso, a mesma revista publicou uma série de artigos, apresentados em seminário realizado na Austrália, sobre “disease mongering”, isto é, a “descoberta” patrocinada pela indústria de novas doenças (ou extensão de doenças já conhecidas) que, por coincidência, poderiam ajudar a venda de medicamentos específicos se aceitas como tal; entre os mais notáveis encontram-se artigos sobre disfunção erétil (Lexchin, 2006), disfunção sexual feminina (Tiefer, 2006) e transtorno bipolar (Healy, 2006).”

“Talvez o exemplo mais acabado das interrelações entre pesquisa, produção industrial, publicação e interesses econômicos seja o caso da gabapentina, relatado por Angell em seu livro e tema de detalhado artigo de Steinman e associados (Steinman et al, 2006). Esses autores fizeram um estudo de caso da estratégia de marketing multifacetada da indústria farmacêutica baseando-se em documentos internos sobre a comercialização de uma nova droga obtidos no contexto de uma ação judicial.”

“Nos Estados Unidos, a comercialização de um dado fármaco para um uso específico depende da realização de ensaios clínicos. Tendo em vista o custo destes, é grande a tentação de empresas comercializarem para novos usos um produto já no mercado, o que ampliaria o consumo sem a realização de tais estudos. A empresa que produzia um medicamento à base de gabapentina incorreu nesse procedimento e foi sujeita a uma ação na justiça; em meio ao processo, a empresa foi adquirida por outra que avaliou ser preferível um acordo extrajudicial a prosseguir com a ação. Vários documentos internos já haviam sido depositados em juízo, contudo, e os pesquisadores tiveram posteriormente acesso aos mesmos. A análise desses documentos levou-os a concluir que “pesquisa, publicação e programas educativos (incluindo eventos ‘independentes’) eram usados como oportunidades de marketing, ampliadas por líderes de opinião e clínicos de renome para convencer seus colegas médicos” (Steinman et al., 2006, p.290).”

“Essas ações são complementadas por intensas campanhas de propaganda direcionadas ao público, inclusive de medicamentos que requerem receita por meio da mal-disfarçada fórmula “fale com seu médico sobre…”, uma estratégia que já se demonstrou ter os efeitos desejados (pela indústria) no padrão de prescrição (Kravitz et al., 2005). Em nosso país, estudos sobre a propaganda de medicamentos mostraram que todas infringem ao menos um dos itens do dispositivo legal de regulação, quer sejam medicamentos de venda livre (Nascimento, 2007), quer os que requerem (ao menos legalmente) a apresentação de receita (Vieira, 2004).”

Emocionado com a causa que abraçou, o professor Fernando Hellmann observa: “hoje temos mais farmácias do que padaria.” Pura verdade. Ele dá uma nova folheada no livro, e mostra trecho do artigo de José Augusto Cabral de Barros Doutor em Saúde Pública, ex-professor do Departamento de Medicina Social da Universidade Federal de Pernambuco e do Departamento de Saúde Coletiva da Universidade Federal de Juiz de Fora, que afirma:

“É no contexto da ideologia dominante – que faz do consumo a pretensa fonte da “felicidade” e da “saúde” – que se inserem as estratégias dos produtores, com um amplo leque de recursos tecnológicos, cada vez mais sofisticados, em que se incluem as técnicas publicitárias. Em seu conjunto, tentam fazer valer mais intensivamente o caráter simbólico dos produtos, sem correspondência, em grande medida, propriamente ao seu “valor-de-uso” (ação terapêutica do princípio ativo), com o propósito de incrementar o “valor-de-troca” (condição de mercadoria geradora de lucros, ampliados em razão direta das vendas realizadas).”

“É deveras preocupante constatar as tendências atuais do setor farmacêutico e suas estratégias segundo reflexão mui pertinente de Moynihan (2007), ao realçar as tentativas de redefinição de doença e a descrição de suas causas de forma superficial a serviço da lógica de mercado. Daí que, no universo desse tipo de marketing, um problema maior de saúde, tal como as doenças cardiovasculares, pode ser considerado pelo foco estreito da taxa de colesterol ou da tensão arterial de uma pessoa. A prevenção das fraturas da bacia em idosos confunde-se com a obsessão pela densidade óssea das mulheres de meia-idade com boa saúde. A tristeza pessoal resulta de um desequilíbrio químico da serotonina nas pessoas saudáveis, na tentativa de transformá-las de “pessoas preocupadas com a saúde” em “doentes preocupados”.

Com tristeza, o professor Fernando Hellmann ressalta: “os esforços de marketing da indústria farmacêutica conseguiram mexer com a própria cultura do povo. Hoje, por exemplo, se alguém vai ao médico e ele constata que o paciente não precisa de remédio para se curar, é criticado Médico bom é o que receita remédio, ainda que desnecessariamente.”

Ele cita outro trecho do livro, desta vez extraído de um artigo de Ethel Leonor Noia Maciel, Doutora em Saúde Coletiva/Epidemiologia, Núcleo de Doenças Infecciosas e Programa de Pós-graduação em Saúde Coletiva Universidade Federal do Espírito Santo:

“Há uma forte associação entre pobreza e determinação de doenças. Os indivíduos dos países em desenvolvimento arcam com um ônus desproporcional de doenças, particularmente no que se refere a doenças transmissíveis. Aqueles que vivem em pobreza absoluta (com menos de um dólar por dia) têm cinco vezes mais probabilidade de morrer antes de atingir os cinco anos de idade, e duas vezes e meia mais probabilidade de morrer entre os 15 e os 59 anos (OMS, 2000b). As doenças infecciosas e parasitárias respondem por 25% da carga de doenças nesses países, comparados com 3% nos países desenvolvidos (Global Forum for Health Research, 2002).”

“Conquanto fosse de se esperar que a pesquisa na área de saúde se concentrasse onde as necessidades são maiores, a realidade é bem diferente. Apenas 10% das pesquisas em saúde realizadas no mundo são dedicados às condições que respondem por 90% da carga global de doenças – um desequilíbrio que tem sido chamado de “desequilíbrio 10/90” (Global Forum for Health Research, 2002). Sob o ponto de vista da produção científica, o adjetivo “negligenciada” salienta ainda as restrições ao financiamento de investigações sobre essas doenças e uma relativa escassez de meios de divulgação de resultados de pesquisas, particularmente no âmbito da saúde coletiva.”

“As Doenças Globais, como o câncer, doenças cardiovasculares, doenças mentais e distúrbios neurológicos, representam a maior concentração de P&D da indústria farmacêutica. Apesar de elas afetarem tanto os países desenvolvidos quanto os em desenvolvimento, há financiamento para pesquisa em países desenvolvidos e mercado para sua comercialização.”

“As Doenças Negligenciadas, como a malária, provocam um interesse apenas marginal na indústria farmacêutica e, por conseguinte, pouco interesse em pesquisa. Embora também afetem indivíduos dos países ricos, como pacientes com tuberculose e pessoas que contraem malária em viagens, essas doenças afligem primordialmente as populações dos países em desenvolvimento e com pequeno poder de compra.”

“As Doenças Extremamente Negligenciadas, como a doença do sono, a de Chagas e a leishmaniose, afetam exclusivamente as populações dos países em desenvolvimento. Como a maioria desses pacientes é pobre demais para pagar qualquer tratamento, eles não representam praticamente nenhum mercado, e a maioria fica excluída do escopo dos esforços de P&D da indústria de farmacêutica.”

“Além disso, é importante salientar que uma imensa quantidade de investimento em pesquisa e desenvolvimento pela indústria de fármacos não se destina a doenças, mas à industria de cosméticos e dermatológica.”

A conversa foi longe. Particularmente fiquei fascinado pela causa do professor Fernando Hellmann. Principalmente depois que devorei as 418 páginas do livro.

Que, aliás, recomendo fortemente. Custa R$ 30,00. Você pode adquiri-lo pelo site http://www.editora.unisul.br ou pelo (48) 32791088, com Alessandra.

Participe do II Fórum de Discussão e Planejamento em Naturologia

A APANAT e a ABRANA convidam para o II Fórum de Discussão e Planejamento em Naturologia!

Data: de 01 à 02/04/2011
Local: Campus Centro – Universidade Anhembi Morumbi, sala 614.
Programação:
01/04/2011
  • 08:00 às 10:00 – Revista Natural em Dia
    10:00 às 10:30 – Intervalo
    10:30 às 12:00 – Revista Natural em Dia
    12:00 às 13:30 – Almoço
    13:30 às 17:00 – IV Congresso Brasileiro de Naturologia
02/04/2011:
  • 08:00 às 09:00 – Explanações e Discussão acerca da Fundamentação Epistemológica da Naturologia – Michelly Eggert Paschuino
    09:00 às 10:00 – Explanações e Discussão acerca da Fundamentação Epistemológica da Naturologia – Ana Claudia Mor
    10:00 às 10:30 – Intervalo
    10:30 às 12:00 – Discussão
    12:00 às 13:30 – Almoço
    13:30 às 17:00 – Leitura do Projeto de Lei
Não poderá comparecer? Acompanhe pelo Skype!
Adicione a APANAT e a ABRANA e envie uma mensagem dizendo “eu quero participar ”.

Torne-se ativo neste movimento e contribua para fortalecimento da Naturologia!

Coordenador Fernando e Profª Luana visitam o Instituto ÇaraKura

        

Instituto ÇaraKura

            O coordenador Fernando Hellmann e a Profª Luana Wedekin realizaram uma visita ao Instituto ÇaraKura a fim de conhecer o espaço e conversar a respeito da possibilidade da realização de parcerias com o curso de Naturologia, inclusive para realização de projetos de extensão.

           O Instituto ÇaraKura é uma organização não governamental (ONG) formada por profissionais e estudantes de diversas áreas, como pedagogia, medicina, artes plásticas, etc. O Instituto tem por finalidade desenvolver projetos de Educação Ambiental e ações referentes à pesquisa científica e tecnológica que facilitem a aplicação de tecnologias sociais, como utilização de energias renováveis, agricultura ecológica, entre outras que tem como foco o desenvolvimento sócio-ambiental sustentável, além da valorização e resgate dos conhecimentos ancestrais.

           Os projetos desenvolvidos buscam buscam desenvolver uma relação harmônica dos seres humanos com a natureza, promovendo a sensibilização e principalmente a participação ativa das crianças, jovens e adultos em atividades éticas ligadas ao uso sustentável dos recursos naturais.

            A sede do Instituto localiza-se no Sítio ÇaraKura, futura Reserva PatrimônioNatureza (RPPN), situado no Canto do Moreira, distrito de Ratones.

           Para conhecer mais um pouco do Instituto ÇaraKura visite o site: www.institutocarakura.org.br.

Tarde Bioenergética com Ralph Viana

Ralph Viana

             Na tarde dessa terça-feira (22 março) aconteceu o Encontro de Bioenergia com o psicólogo e psicoterapeuta corporal Ralph Viana*. Os participantes tiveram a oportunidade de entrar em contato com a Bioenergética de forma vivencial, indo além do aprendizado apenas teórico.

            Primeiramente Raph Viana trouxe uma explanação do conceito de Bioenergética. Em seu artigo ao Jornal Bem Estar (março 2011) Ralph Viana cita Lowen ao definir o que é a Bioenergética: “A Bioenergética é uma técnica terapêutica que ajuda o indivíduo a reencontrar-se com seu corpo e a tirar o mais alto grau de proveito possível da vida que há nele. É também uma aventura de auto-descoberta. Difere de formas similares de exploração da natureza do Ser por incluir o corpo como caminho para compreender a personalidade humana. Para a Bioenergética, os processos energéticos determinam o que acontece na mente, da mesma forma que determinam o que acontece no corpo.” Ressalta que esta definição só abrange em parte o que esta terapia compreende. A Bioenergética foi criada por Wilhelm Reich e desenvolvida por Alexander Lowen.

            Após, Ralph Viana conduziu os alunos para uma vivência a afim de que sentissem a energia do corpo através do  exercício denominado de Grounding. Ralph explicou que , de acordo com a Bioenergética as doença surgem devido à estagnação de energia em nosso corpo que pode, com o tempo, se tornar crônica. As tensões musculares dificultam a circulação energética. O fluxo livre de energia pelo nosso corpo é essencial para o bom funcionamento de nossos órgãos, para um melhor equilíbrio de nossas emoções, a livre expressão de nossa espontaniedade, ou seja, proporciona a harmonia de nosso ser.

Exercício proposto pelo terapeuta

               As principais terapêuticas utilizadas na Bioenergética são os exercícios, a massagem e a leitura corporal. Ralph ressalta que “a Bioenergética utiliza a via do corpo para acessar uma emoção e o seu conteúdo, este muitas vezes associado a alguma repressão.” 

         No exercício de leitura corporal realizado no encontro, os alunos foram convidados a sentarem-se frente a frente em duplas e, ao observar os olhos do colega, descobrir algo sobre ele, como por exemplo, alguma emoção presente. Essa terapêutica é utilizada na Bioenergética e realizada a partir da análise de todo o corpo, o que exige muita prática por parte do terapeuta.

Exercício de Leitura Corporal

          Para finalizar, Ralph Viana ensinou manobras de massagem específicas da Bioenergética.  Foi realizada massagem na região da cabeça. Esta tem como objetivo diminuir a atividade mental. Todos puderam receber e oferecer a massagem. Os depoimentos confirmaram a grande eficácia e beleza desta terapêutica. Houve uma grande satisfação, além do relaxamento proporcionado.

Manobras de massagem Bioenergética são ensinadas aos alunos
Realização da massagem Bioenergética

*Ralph Viana é psicólogo, formado pela UFRJ. Possui cursos de Extensão, Aperfeiçoamento e Mestrado em Psicologia. Fundador do “Raízes – Centro de Estudos da Vida”, foi um dos pioneiros na implantação e difusão do pensamento de Wilhelm Reich no Brasil. Psicoterapeuta corporal, ministra um “Training/Formação em Massagens Bioenergéticas” em vários estados do Brasil. É também escritor e Editor de Conteúdos do jornal BEM ESTAR, especializado em saúde holística e crescimento pessoal.

Parabéns Naturólogos!

           Parabéns Naturólogo por escolher esse caminho. Você que crê na alma humana e todo o seu potencial, você que ouve o outro e acolhe independente do que for, você que cria para que o melhor seja feito, você que olha adiante, que crê sempre no melhor, que sabe de outras verdades, mas que como todo ser humano, a resposta para tudo não tem, você que respeita a Natureza, a sua, a do outro  e a de todos, você que é Naturólogo

         Muito sucesso, amor, conquistas, fé, realizações, saúde e paz a todos Naturólogos e futuros Naturólogos.

            Feliz Dia do Naturólogo!