Eucalipto

Eucalyptus globulus

 

Família: Mirtaceae

Nomenclatura popular: eucalipto, gomeiro-azul, árvore-da-febre

Parte utilizada/órgão vegetal: folhas e óleo

Indicações terapêuticas: afecções das vias respiratórias (gripe, bronquite, asma, tosse, catarro), doenças reumáticas. Antisséptico. Repelente de insetos

Contraindicações: gravidez e lactação. Em pacientes com história de hipersensibilidade ao eugenol. Em portadores de doenças inflamatórias do trato gastrointestinal. Em portadores de doenças inflamatórias dos dutos biliares ou doença hepática graves. O uso no rosto ou nariz em crianças pelo risco de provocar espasmos na laringe

Precauções de uso: o vapor do eucalipto transmite o fungo Aspergillus

Efeitos adversos: náusea, vomito, queimação epigástrica e diarreia podem ocorrer ocasionalmente ou com o uso de preparações concentradas. Mais raramente pode ocorrer dermatite de contato, eritema, prurido e rash micropapular.

Interações medicamentosas:

Antidiabéticos: pode potencializar seus efeitos.

Dissulfiram e metronidazol: pode causar uma reação dissulfiram semelhante se o preparado for alcoólico.

Drogas metabolizadas no fígado: altera a atividade destes medicamentos, pois o óleo do eucalipto induz a uma desintoxicação do sistema enzimático hepático.

Drogas hepatotóxicas: potencialização da toxicidade, especialmente com confrei, borragem e tussilagem (contem alcaloides pirrolizidínicos).

Barbitúricos: o paciente pode sentir uma diminuição do efeito terapêutico esperado.

Plantas hipoglicemiante: potencializa seus efeitos. Em todos os casos o uso concomintante deve ser evitado. Pode diminuir as taxas de glicose, alterando exames laboratoriais.

Formas farmacêuticas: óleo, infuso (das folhas), tintura (xarope)

Vias de administração e posologia (dose e intervalo): óleo: 0,3 a 0,6 g de óleo de eucalipto em preparações galênicas para uso interno. Inalação: 2 a 3 gotas de óleo de eucalipto. Uso externo: oe diluído em óleo vegetal em concentração de 5 a 20% e em preparações semi-sólidas a concntração de 5 a 10%. O oe pode ser adicionado a água de banhos, difusores, spray, saunas. Para massagens e fricção no peito aconselha-se que esteja diluído. Pode-se preparar um xarope com a tintura e mel ou 50 g de folhas frescas para 1 litro de água, maceradas por 6 horas e espremidas para posterior adição e mel.

Tempo de utilização:

Superdosagem: crianças podem apresentar reações de envenenamento com poucas gotas do óleo – as doses para adultos são em torno de 4 a 5 ml. Os sinais incluem queda de pressão, distúrbios circulatórios, colapso e asfixia. O vomito não deve ser provocado – pelo risco de aspiração. Deve-se administrar carvão ativado, diazepan, atropina e fazer a reposição eletrolítica e infusões de bicarbonato de sódio. Pode haver necessidade de oxigenoterapia e de intubação.

Principais classes químicas: óleo, óleo essencial, taninos, flavonoides

Informações sobre segurança e eficácia: acima das doses recomendadas pode provocar envenenamento.

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