Funcho, erva-doce

Foeniculum vulgare

 

Família: Apiaceae

Nomenclatura popular: erva-doce, funcho, finóquio, fiolho-de-florena, fiolho-doce

Parte utilizada/órgão vegetal: sementes, folhas e raizes

Indicações terapêuticas: anestésica, antibacteriana, antiemética, antifúngica, anti-inflamatória, antiespasmódica, antitussígena, aperiente, carminativa, digestiva, diurética, expectorante, galactagoga, mucolítica, equilibrador de hormônios, estimulante

Contraindicações: não há relatos

Precauções de uso: evitar durante a gestação

Efeitos adversos: a ingestão do óleo volátil pode induzir a náusea, vomito, convulsões e edema pulmonar. Os efeitos mais comuns são dermatite de contato e fotodermatite. Alguns indivíduos exibem a reatividade cruzada a diversas espécies da família Apiaceae ou síndrome do aipo-cenoura-artemísia-condimento (todas são da mesma família). São raros os casos de reações alérgicas relatadas após a ingestão da erva-doce.

Interações medicamentosas: não há relatos

Formas farmacêuticas: sementes secas/frescas, infuso, óleo, caules consumidos como verdura

Vias de administração e posologia (dose e intervalo): 5 g de semente seca ou 7 g de semente fresca (1 colher sopa para xícara de água) em decocto ou infuso em uso interno para todas as indicações. Óleo: de 0,1 a 0,6 mL em uso interno. Todas as partes da planta são usada para dar sabor a alimentos e os caules são consumidos como verdura. A erva-doce, especialmente seu óleo essencial tem sido usada para dar sabor a balas, licores, medicamentos, alimentos (pães, bolos, conservas, peixes). O óleo pode ser usado para proteger frutas e verduras armazenadas contra infecções por fungos patogênicos

Tempo de utilização:

Superdosagem: pode excitar o sistema nervoso.

Principais classes químicas: vitaminas, minerais, óleo essencial, óleo fixo, ácidos fenólicos, flavonoides, cumarinas, furanocumarinas

Informações sobre segurança e eficácia: as sementes são potencialmente tóxicas, não exceder a dose recomendada.