Hortelã rasteira

Mentha villosa

 

Família: Lamiaceae

Nomenclatura popular:  hortelã

Parte utilizada/órgão vegetal: folhas e sumidades floridas

Indicações terapêuticas: ação digestiva, carminativa, antiespasmódica, colagoga. Também possui grande uso na culinária e aromaterapia

Contraindicações:  é contra-indicada para gestantes, lactentes, crianças de pouca idade e pessoas com cálculos biliares

Precauções de uso: O óleo essencial é fotossensibilizante e não recomendado para uso oral, pois doses elevadas têm ação abortiva e hepatotóxica.

Efeitos adversos:  o.e. irrita a mucosa ocular (conjuntiva). Por causa da habilidade do óleo em relaxar o músculo liso gastrointestinal pacientes com hérnia de hiato podem experimentar uma piora dos sintomas ao ingerir preparações contendo hortelã-pimenta.

Interações medicamentosas: com cafeína (absorção lenta); altera o metabolismo do felodipino aumentando suas reações farmacológicas e adversas; sinvatastina influencia o metabolismo através da inibição da enzima CYP-450 3A4 elevando as concentrações plasmáticas; ciclosporina redução dos níveis

Formas farmacêuticas: condimento (ad libitum), infuso, erva fresca, óleo essencial, cápsulas, tabletes

Vias de administração e posologia (dose e intervalo): Infuso: 1 colher de sopa de erva fresca (4g) ou seca (2g) para cada xícara de água. Óleo de hortelã como carminativo: 0,1 a 0,24 mL.

Tempo de utilização:

Superdosagem: após a ingestão de 40 gotas do óleo de hortelã, um paciente que não tinha nenhuma alergia conhecida relatou queimaduras na mucosa e edema da língua e da cavidade oral. O consumo excessivo de balas e doces com sabor menta causaram estomatite com hipertrofia papilar oral.

Principais classes químicas: óleo essencial (que consiste em mentol, mentona, cineol e limoneno), flavonoides, taninos e resinas

Informações sobre segurança e eficácia:  é geralmente considerada segura para consumo humano como flavorizante ou condimento. Ocorreram lesões cerebrais em ratos com doses diárias ate 100 mg/kg, durante 28 dias. O óleo de menta não deve ser administrado a pacientes com refluxo gástrico ou úlcera gástrica ativa. O óleo pode reduzir a pressão do esfíncter esofágico e contribuir para o refluxo gastroesofágico. O óleo de menta não deve ser aplicado no rosto, especialmente embaixo do nariz de crianças ou bebes. A aplicação da pasta contendo mentol às narina de um bebe para o tratamento dos sintomas do resfriado causou o colapso imediato da criança.

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