Jurubeba

Solanum paniculatum

 

Família: Solanaceae

Nomenclatura popular: jurubeba, juúna, juribeba, juvena, juruba

Parte utilizada/órgão vegetal: raiz, caule, flores, frutos e folhas

Indicações terapêuticas: afecções do fígado (congestão hepática, icterícia, hepatite, insuficiência hepática, como protetor e estimulante das funções hepáticas). Hepatite crônica e pós-hepatite: como colagogo e estimulante do metabolismo das células hepáticas para intolerância a gorduras. Atonia gástrica: no aumento das secreções do suco gástrico, como tônico. Esplenomegalia e inflamações do baço: como desobstruente e tônica. Edema dos membros inferiores por retenção de líquidos: como diurética. Afecções da pele: feridas, pruridos, úlceras – como cicatrizante e antipruriginoso. Malária e outras febres intermitentes e doenças infecciosas: como febrífuga e antimalárica. Anemias. Hipoglicemiante: como auxiliar no tratamento da diabetes

Contraindicações: não utilizar por período prolongado devido aos alcalóides e esteróides, que podem provocar intoxicação. Sinais de toxidade: diarréias, duodenite erosiva, elevação das enzimas hepáticas, gastrite, náuseas, sintomas neurológicos, vômitos.

Precauções de uso:  evitar o uso prolongado pela alta concentração de alcaloides e esteroides.

Efeitos adversos: não há relatos nas doses indicadas. No caso de intoxicação por excesso de solanina haverá cefaleia, dor eigástrica, dilatação das pupilas, convulsão, vertigem, vômito, diarreia, choque, depressão cardiorespiratória e morte.  

Interações medicamentosas: não há relatos

Formas farmacêuticas: tintura, decocção, infusão

Vias de administração e posologia (dose e intervalo): 10 a 20 mL de tintura divididos em 2 ou 3 doses diárias diluídos em água. 2g de erva seca (1 colher sopa para cada xícara de água) de raízes e caule em decocção ou das folhas em infuso até 3 vezes ao dia, com intervalos menores que 12h.

Tempo de utilização:

Superdosagem: os alcaloides da jurubeba causam diarreia, vômitos, náusea, gastrite, erosão do duodeno, elevação das enzimas hepáticas, sintomas neurológicos importantes – até óbito caso não haja tratamento, que inclui além dos procedimentos usuais, a administração de carvão ativado, ranitidina e hidratação parenteral.

Principais classes químicas: alcaloides (solanina, solanidina, solasodina); saponinas esteroidais nitrogenadas, esteroides nitrogenados. Glicosídeos. Mucilagens. Resinas. Princípios amargos. Ácidos orgânicos. Ácidos graxos, óleo essencial. Taninos. Ceras.

Informações sobre segurança e eficácia: sem toxicidade nas doses recomendadas. A DLM é de 350mg/kg. Acima dessa dose pode ocorrer diarreia, naúseas, vômitos, erosão gástrica e duodenal, elevação das enzimas hepáticas, sintomas neurológicos e, eventualmente, o óbito.

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