Maracujá

Passiflora edullis

 

Família: Passifloraceae

Nomenclatura popular: Maracujá, flor da paixão, maracujá doce.

Parte utilizada/órgão vegetal: folhas

Indicações terapêuticas: Ansiolítico e sedativo leve

Contraindicações: Seu uso é contraindicado durante a gravidez. Não utilizar em casos de tratamento com sedativos e depressores do sistema nervoso.

Precauções de uso: Seu uso não é recomendado em gestantes; lactantes; alcoolistas e diabéticos. Crianças de três a 12 anos devem passar por orientação médica. Seu uso pode causar sonolência. Não utilizar em caso de tratamento com medicamentos depressores do sistema nervoso central. Seu uso pode causar sonolência, não utilizar cronicamente. Pode ocorrer sonolência durante o tratamento. Nesse caso o paciente não deverá dirigir veículos ou operar máquinas, já que a habilidade e atenção podem ficar reduzidas.

Efeitos adversos: Existem casos clínicos relatados de hipersensibilidade, asma ocupacional mediada por IgE e rinite. Doses elevadas poderão causar estados de sonolência excessiva.

Interações medicamentosas: Esse fitoterápico potencializa os efeitos sedativos do

pentobarbital e hexobarbital, aumentando o tempo de sono de pacientes. Há indícios de que as cumarinas presentes na espécie vegetal apresentam ação anticoagulante potencial e possivelmente interagem com varfarina. O uso desse fitoterápico associado a drogas inibidoras da monoamino oxidase (isocarboxazida, fenelzina e tranilcipromina) pode potencializar o efeito.

Formas farmacêuticas: Planta fresca (in natura), droga vegetal (encapsulada), extrato fluido e tintura.

Vias de administração e posologia (dose e intervalo):

Oral. Para adolescentes e adultos: infusão da droga vegetal – 1-2 g em 150 mL de água fervente, tomar 1-4 vezes por dia (10 a 15 minutos após o preparo).

Droga vegetal encapsulada – 0,5-2 g, 1-4 vezes por dia.

Extrato fluido (1:1 em álcool etílico 25%) – 0,5 a 1,0 mL, 3 vezes ao dia.

Tintura (1:8 em álcool 45%) – 0,5 a 2,0 mL, 3 vezes ao dia.

A posologia recomendada para adultos é de 3-5 vezes ao dia, e para adolescentes de 3 vezes ao dia. A dose do extrato seco deverá corresponder à posologia das formas acima descritas.

Tempo de utilização: Caso os sintomas persistam acima de duas semanas durante o uso do medicamento, um médico deverá ser procurado.

Superdosagem: Em caso de superdosagem, suspender o uso e procurar orientação médica de imediato. Alguns dos sintomas são: sedação, diminuição da atenção e dos reflexos.

Principais classes químicas: Os constituintes químicos são: fitosteróis, heterosídeos

cianogênicos, alcaloides indólicos (menos de 0,03%), flavonoides (di-C-heterosídeos de flavonas até 2,5%, vitexina e apigenina) e cumarinas.

Informações sobre segurança e eficácia: Fitoterápico isento de prescrição médica. Não foram encontrados dados sobre a toxicologia descritos na literatura consultada. 

Observações:  P. incarnata exerce ação sob os mesmos receptores que medicamentos benzodiazepínicos, como o Diazepam.

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