Ampliação da PNPIC

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Mais uma conquista para a Naturologia! 🌱

O Ministério da Saúde ampliou a Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares, e segundo a portaria nº 849, foram incluídas 14 novas práticas na PNPIC! 😍

Práticas incluídas no Sistema Único de Saúde: Arteterapia, Ayurveda, Biodança, Dança Circular, Meditação, Reiki, Shantala, Terapia Comunitária Integrativa, Yoga, Musicoterapia, Naturopatia, Osteopatia, Quiropraxia e Reflexoterapia. ❤

Desejamos sucesso aos naturólogos e naturólogas nesta nova oportunidade!

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VIVÊNCIAS DE RECURSOS EXPRESSIVOS

arteterapia

Para finalizar o semestre e o ano com chave de ouro, os acadêmicos da segunda fase da Naturologia UNISUL participaram de uma série de vivências de arteterapia e recursos expressivos, afinal, nada melhor para aprender do que vivenciar e literalmente botar a mão da massa, na argila, nas tintas… Com as vivências, a turma entrou em contato na prática com diversos materiais artísticos, sensações e técnicas, sempre sob a supervisão da nossa queridíssima professora Joana Roman. Parabenizamos a todos pelo engajamento! ❤

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MANDALA: Confraternização docente

mandala dos professores

No fim do semestre de 2016-1, os professores do curso de Naturologia desenvolveram esta belíssima mandala: mais um símbolo de nosso curso que embelezará os corredores da Clínica Escola de Naturologia da UNISUL. A confraternização contou com a presença especial de nossa querida Luana Wedekin, ex-professora das disciplinas de Recursos Expressivos I e II.

A arte de desenhar na infância

Por meio do grafismo infantil, a criança pode manifestar algumas de suas emoções e revelar como ela interpreta seu entorno e as personagens que o compõe, sobretudo, das pessoas com quem convive diretamente

Por: Kiara Elaine Santos da Silva, Ida Janete Rodrigues e Thiago de Almeida

imagens: reprodução / shutterstock

Se, antigamente, o desenho não tinha qualquer relevância, ou seja, era visto como uma linguagem num sentido mais restrito, atualmente, por meio de pesquisas na área, percebe-se que buscar entender o grafismo infantil é uma forma de entender a própria criança e o seu emocional. Ao analisar o grafismo infantil, o profissional da área passa a compreender melhor a criança, sua vida, seu grupo social e, principalmente, seu emocional. Portanto, ao refletir sobre a importância do desenho, o seu desenvolvimento e a sua interpretação, cabe pensar que a criança é um ser completo e ao tomar posse do papel, ela nos mostra sua realidade e o produto dessa realidade que está repleto de sentimentos.

O termo ‘desenho’ é a “representação de formas sobre uma superfície, por meio de linhas, pontos e manchas, com objetivo lúdico, artístico, científico, ou técnico. A arte e a técnica de representar, com lápis, pincel, etc., um tema real ou imaginário, expressando a forma”. Assim, o desenho, primeira manifestação da escrita humana, continua sendo a primeira forma de expressão usada pela criança.

Por séculos, a criança era vista como uma miniatura do adulto e sua expressão gráfica nunca havia sido valorizada, pois era considerada imperfeita, e inferior a dos adultos. Mas Rousseau (1712-1778) veio dissipar essa ideia, pois considerava a infância uma etapa distinta e importante do desenvolvimento em direção à idade adulta. Segundo Rousseau: “A criança é uma criança, não um adulto”. Desta maneira, surge uma nova visão do desenvolvimento da criança, que passa a poder demonstrar seu prazer e interesse em desenhar e expressar o que sente até mesmo que inconscientemente. Seus feitos ganham vivacidade por representar também o que ela conhece em relação ao mundo.

Por meio do desenho livre a criança desenvolve noções de espaço, tempo, quantidade, sequência, apropriando-se do próprio conhecimento, que é construído respeitando seu ritmo. Tendo essa concepção de respeito ao ritmo individual de cada criança que as escolas e creches estão sendo alicerces para estimulá-las no desenhar, pois os profissionais acreditam que essa atividade artística é parte importante tanto para o desenvolvimento infantil, como para o conhecimento dos alunos.

A criança toma posse do conhecimento mediante a sua representação. Seja, no início, por meio de rabiscos até um esquema corporal mais elaborado, cada desenho da criança reflete um estágio de desenvolvimento. E se o desenho revela um estágio do desenvolvimento da criança, o mesmo pode ser dito em relação ao progresso do desenho propriamente dito, pois mediante o crescimento dela, o seu desenho também evolui a olhos vistos. Se, a princípio, a criança apenas experimenta muito mais do que expressa (por volta dos 18 aos 24 meses), o mesmo não acontece à medida em que cresce; pois o desenho ganha um outro aspecto, ou seja, o de não só representar o que para ela significa o real, ao mesmo tempo em que se transforma em um jogo.

O desenho representa, em parte, a mente consciente da criança, mas também é uma forma interessante de fazer uma conexão com o inconsciente. Portanto essa manifestação da criança está repleta de simbolismo e mensagens.

Ao pensar na questão do modelo, percebe-se que a criança ao desenhar, na realidade, está expondo o seu “mundo real” para os demais, como ela o vê e sente. O desenho manifesta o desejo da representação, mas também, antes de tudo, é medo, é opressão, é alegria, é curiosidade, é afirmação, é negação. Ao desenhar, a criança passa por um intenso processo vivencial e existencial.

Segundo Ostrower, 1978: “O processo vivencial está diretamente ligado ao processo criativo”. A criança sem a apresentação de desenhos estereotipados acaba por apresentar uma visão da realidade mais natural, sem o contágio do social, porém isso acarreta desenhos mais pobres graficamente falando.

Ao perder a inocência no desenho, a criança, na realidade, acaba por adquirir conhecimento. Em contrapartida, ela passa a representar a realidade mais próxima possível da perspectiva adulta. Portanto, o desenho, enquanto linguagem reflete uma postura global. Desenhar não é copiar formas, figuras, não é simplesmente proporção, escala. Desenhar objetos, pessoas, situações, animais, emoções, ideias são tentativas de aproximação com o mundo. Desenhar é conhecer, é apropriar-se.

“Ao perder a inocência no desenho, a criança, na realidade, acaba por adquirir conhecimento

Já dizia Luquet (1969) que: “A fase áurea do desenho infantil é o realismo intelectual, ou seja, quando a criança desenha o que ela sabe e conhece do objeto e não o que ela vê”. Portanto, o que se pode observar dessa primeira impressão do desenho infantil é que ele muito se assemelha à arte moderna porque nele também está incutido o impulso, a liberdade em mostrar a “realidade íntima do indivíduo, sem se ater a estereótipos”. Então, como querer que a criança use símbolos gráficos estipulados pelo adulto, que são as letras, se ela não elaborar sua ideia usando símbolos que ela conhece? Ou seja, utilizando-se do desenho – grafismo infantil.

Saiba mais em:

http://psiquecienciaevida.uol.com.br/ESPS/Edicoes/59/artigo191325-2.asp


Projeto “Ateliê de Arteterapia” reinicia com novidades

O Ateliê de Arteterapia – projeto de extensão existente no curso de Naturologia Aplicada da UNISUL desde 2002 – tem novidades neste semestre: terá como tema “Arte e Xamanismo” e será concebido e coordenado em conjunto pelos professores Luana M. Wedekin e Roberto G. Marimon. Parceiros de ideias e supervisão, propõem a combinação entre os conhecimentos das perspectivas energéticas, especialmente o xamanismo, e a prática de arteterapia. Os alunos selecionados serão parte de um grupo engajado no autoconhecimento norteado pelos princípios xamânicos e mediado pelas linguagens e materiais artísticos.

Neste final de semana, a prof. Luana foi até a Praia da Solidão (SC) no refúgio do prof. Roberto (ambiente inspirador na companhia de baleias e filhotes, que há aproximadamente 40 dias frequentam o local – os filhotes crescendo à proporção de 50 kg por dia!) – e juntos realizaram a seleção dos alunos participantes e o planejamento das sessões. O início dos trabalhos dar-se-á na próxima quinta-feira, 09 de setembro, no novo ateliê de arteterapia, na “Casa da Colina”.

Para saber mais:

O curso de Naturologia Aplicada da Unisul tem entre seus fundamentos três Medicinas Tradicionais: Chinesa, Ayurveda e Xamânica – um de seus grandes diferenciais. O xamanismo busca lembrar o homem de suas raízes naturais, abrindo sua percepção a níveis de consciência até então ignorados. Angeles Arrien, antropóloga, afirma em seu livro O caminho quádruplo:  trilhando os caminhos do guerreiro, do mestre, do curador e do visionário” (Ed. Ágora): As culturas indígenas aprovam a mudança e a cura, a transição e os ritos de passagem, por meio de estruturas míticas e pela incorporação da arte, da ciência, da música e da dramatização à vida diária..

Este estudo se baseia ainda nas plantas, minerais, animais e elementos da  natureza. A ecopsicologia e o re-ligar com arquétipos interiores, é ouvir a sabedoria dos ancestrais e trazer novo  “ânimo” àquele ser que se encontra perdido de si mesmo. Para Jung, arquétipos são as possibilidades humanas, e neste caso, dentro do xamanismo, são os quatro guias para uma emocionante jornada de autoconhecimento e empoderamento – fontes de saúde. O Xamanismo é uma filosofia de vida, e enquanto Medicina Xamânica, propõe técnicas de ampliação da consciência. Desta maneira torna-se possível a verdadeira percepção das relações do homem com o meio em que habita.